segunda-feira, junho 06, 2011

Finanças Pessoais - Cuidado ao Planejar o uso da Restituição do IR

Bom dia Amados, começamos mais uma semana com uma publicação novinha! Divirtam-se.



O mês de Junho começando e a expectativa para o primeiro lote de restituições do IR 2011 também aumenta, pois deve ser pago, de acordo com o calendário oficial da Receita Federal, em 15 de junho.


Pelas regras, as primeiras declarações entregues têm prioridade na hora do pagamento, além de pessoas com mais de 65 anos, que têm esse direito garantido pelo Estatuto do Idoso. No entanto, não é aconselhável começar, desde já, a fazer compras e dívidas contando que, logo no primeiro lote, terá o dinheiro extra na conta.

A Receita Federal libera, todo ano, sete lotes de restituição entre os meses de junho e dezembro. Apesar de estabelecer uma ordem de prioridade para a entrega,tome cuidado ao se precipitar.


Este ano, a Receita recebeu mais de 23 milhões de declarações. Além disso, qualquer deslize no fornecimento das informações pode deixar seu documento retido na malha fina da Receita, o que atrasará ainda mais o pagamento - a Receita tem até cinco anos para avaliar as declarações retidas.
Uma dica é aguardar até uma semana antes da data programada para o pagamento da restituição, para planejar o uso do dinheiro. Isso porque a Receita libera, dias antes, a consulta ao lote, o que permite que o contribuinte saiba se está ou não entre os beneficiados. A consulta deste primeiro lote deve estar disponível no meio da próxima semana.


A tabela abaixo mostra datas de pagamento das restituições do IR 2011. Assim, fica mais fácil se programar:


IR 2011 Data
1º lote 15/06/2011
2º lote 15/07/2011
3º lote 15/08/2011
4º lote 15/09/2011
5º lote 17/10/2011
6º lote 16/11/2011
7º lote 15/12/2011


Outra dica é pensar bem antes de pedir a restituição antecipada do IR nos bancos. A maioria das instituições fornece o serviço, porém, apesar das taxas de juros parecerem tentadoras, é preciso ter cautela antes de optar pela antecipação, que só compensa se for para quitar uma dívida mais alta (cheque especial, cartão de crédito etc).

Lembre-se também de que, se a restituição atrasar, você será forçado a quitar o saldo devedor com outros recursos ou prorrogar o prazo de financiamento, a custos mais altos.

Que Deus abençoe a semana de todos!

sexta-feira, junho 03, 2011

Finanças Pessoais - A situação apertou? Veja o que priorizar

Viver endividado não é nada fácil. Imagine a angústia de ter o nome na lista dos inadimplentes e dormir sabendo que quitar as dívidas se tornou uma tarefa praticamente impossível!

Em alguns casos, as pessoas acabam emocionalmente abaladas ao perder o controle de sua vida pessoal. Existem várias razões que podem levar uma pessoa a enfrentar dificuldades financeiras e se endividar. Contudo, é preciso entender se estamos falando de uma situação temporária, ou não.

Situação temporária ou não?
Muitas vezes basta um evento extraordinário para que você perca o controle financeiro da sua vida. Nesse tipo de situação, nossa recomendação é que você se esforce ao máximo, cortando todos os gastos que puder, de forma a sair rápido dela.

Em nossa análise estamos considerando que a situação de endividamento é temporária, e que pode ser resolvida em alguns meses. Essa consideração é importante, pois não considere apenas o patamar de juros cobrado, mas também outros aspectos de riscos envolvidos no atraso do pagamento dos encargos de uma determinada dívida.

Por outro lado, em uma situação de endividamento crônico, mais do que priorizar pagamentos é preciso rever de forma significativa não só o seu padrão de gastos, como identificar fontes alternativas de renda para reduzir ao máximo o déficit no orçamento, assim como procurar ajuda especializada.


Crediário: risco de retomada é menor
Para quem estourou o limite do cheque especial e não tem como arcar com todos os encargos financeiros, os fatores a considerar em termos de prioridade são os custos e o risco de retomada do bem.

Diante disso, você deve optar por atrasar a dívida cujos juros e o risco de retomada de bem sejam relativamente menores. Esse é o caso, por exemplo, do crediário, que é oferecido pelos grandes varejistas para a compra de eletrônicos e eletrodomésticos, entre outros. Em geral, os juros cobrados nesse tipo de financiamento tendem a ser mais baixos do que as outras linhas de crédito existentes no mercado, até porque os bens servem de garantia.

A inclusão na lista de inadimplentes é relativamente rápida: demora de 10 a 15 dias. Por outro lado, é bastante improvável, dado o valor do bem, que os credores exijam sua retomada imediata. Afinal, este processo é bastante custoso e, às vezes, não compensa ao comerciante ir atrás do aparelho de som ou DVD, por exemplo.

Além disso, existe a possibilidade de se vender o bem alvo do financiamento, de forma a obter recursos para quitar a dívida. Ainda que essa não seja a solução ideal, uma vez que a intenção era comprar o bem, ela permite que você regularize sua situação financeira. Depois, com um maior planejamento financeiro, você pode até voltar a comprar o aparelho, mas quando seu endividamento for menor!

Empréstimo pessoal: é possível renegociar
A prioridade em relação ao crediário vai depender dos valores e prazo envolvidos e da instituição com a qual levantou o financiamento. Atualmente, é mais barato levantar um empréstimo pessoal junto a um banco do que fazer um crediário junto a um varejista.

Desse ponto de vista, pode parecer mais interessante atrasar o empréstimo pessoal, mas ao contrário do que acontece com os crediários, nos empréstimos bancários há mais espaço para se renegociar os termos do crédito desde, é claro, que os pagamentos sejam mantidos. Assim, ao invés de não efetuar o pagamento, vale mais a pena tentar alongar o prazo de financiamento, o que reduz a prestação mensal e dá mais liberdade para você tentar organizar suas finanças.

É bem verdade que ao aumentar o prazo você acaba pagando mais juros ao final do financiamento, mas você evita a inclusão no SPC. Vale lembrar que no caso dos empréstimos consignados, não há como evitar o pagamento, de forma que não estão incluídos nessa análise.

Financiamento de carro e casa
Atrasar o pagamento da prestação do automóvel ou da casa própria pode gerar conseqüências bem negativas. Mesmo sendo das modalidades de financiamento mais baratas do mercado, você corre o risco de retomada do bem.

Por se tratar de bens de maior valor agregado, a tendência é que a retomada ocorra em, no máximo, três meses. Caso isso aconteça, além de perder o carro (ou a casa) você continua devendo, sobretudo no caso do financiamento de autos. Isso porque, ao contrário do que acontece com o imóvel, o veículo sofre depreciação, ou seja, vale menos do que quando foi comprado, o que é mais difícil de acontecer no caso dos imóveis.

Assim, neste caso, a instituição financeira pode levar o auto a leilão, e com o dinheiro da venda precisa pagar também as despesas com todo este processo, como o trabalho do oficial de Justiça, advogados, guincho, estacionamento etc. Em alguns casos, mesmo vendendo o carro, o dinheiro da venda não é suficiente para cobrir o saldo devedor e todos estes gastos extras, de forma que resta um saldo a ser quitado. Exatamente por isso, o pagamento das prestações destas duas modalidades de financiamento merece prioridade na hora de decidir o que pagar.

Equilíbrio financeiro deve ser a meta
Ainda que existam momentos em que seja preciso priorizar os pagamentos, o ideal é que você consiga recuperar o seu equilíbrio financeiro o mais rápido possível, e para isso é importante estabelecer um plano de quitação das suas dívidas. Por equilíbrio entende-se não ter mais do que 30% do seu orçamento mensal líquido comprometido com o pagamento de prestações. Use este limite para ajudá-lo a tomar decisões de consumo.

Sempre que uma nova compra levar o seu endividamento para acima deste teto, você deve optar por adiar a compra até conseguir quitar outra dívida. Lembre-se: quando o grau de endividamento é muito alto, tem-se uma sensação ilusória de controle, uma vez que basta uma pequena adversidade financeira para você se endividar novamente.

quinta-feira, junho 02, 2011

Finanças Pessoais - Por que é tão difícil poupar?

Para muitos, poupar é tão difícil quanto começar uma dieta, parar de fumar ou praticar exercícios freqüentes. O mais interessante é que esta dificuldade muitas vezes independe do salário recebido, ou seja, os gastos aumentam na mesma proporção em que as pessoas recebem aumentos salariais.

Para entender este fenômeno é preciso analisar, com cuidado, por que é tão difícil poupar.


 
Poupar é adiar um sonho de consumo
O que é melhor: comprar hoje aquele computador de última geração que você tanto quer, ou guardar o dinheiro para o futuro? Mesmo diante das incertezas atuais, a grande maioria prefere a satisfação de um sonho realizado à segurança de um futuro mais tranqüilo. A razão para isso é muito simples, em uma sociedade de consumo como a nossa aquilo que era supérfluo há poucos anos atrás, hoje é visto como essencial.

Por que é tão fácil ficar endividado?
Alguns anos atrás era praticamente impossível captar empréstimo para pessoas físicas, eles ficavam restritos às empresas, que necessitavam de giro de caixa para desenvolver as suas atividades. Diante desta situação, aqueles que há muito tempo tentavam realizar um sonho de consumo, não pensaram duas vezes ao comprometer uma grande parcela de seu orçamento com financiamento de bens que até pouco tempo não eram tão essenciais. 

O que estas pessoas se esqueceram é que ao deixarem de poupar e comprometerem boa parte do orçamento com dívidas, elas não se prepararam para uma eventualidade, como perder o emprego, necessidades médicas, etc. Desta forma, não é preciso mais do que poucos meses para uma pessoa que tinha um padrão relativamente bom se ver diante de uma dívida crescente.

Lembre-se: querer nem sempre é poder!
A grande dificuldade de poupar, em uma sociedade de consumo como a nossa, é que muitas vezes aquilo que desejamos comprar passa a ser uma necessidade, algo com o qual não podemos viver sem, desta forma, não importa se temos dinheiro suficiente para comprar um carro novo, nosso ego nos tira do racional e infelizmente cedemos a tentação da compra.

Ter dinheiro suficiente para pagar as prestações do financiamento do seu carro não basta, lembre-se é preciso poder arcar também com o seguro, o IPVA, a manutenção, etc. 

Quando poupar é a melhor opção
Ao contrário do que muita gente pensa, sempre que você quiser comprar algo para o qual não tem dinheiro suficiente, o melhor não é entrar em longos financiamentos, mas sim poupar. Por que será que as pessoas têm tanta dificuldade em guardar dinheiro, mas não pensam duas vezes ao comprometer 40-50% do seu salário com prestações eternas para a compra de um carro, de uma televisão, ou até mesmo de um celular?

Com os juros nos níveis atuais, a verdade é que não vale a pena financiar, pois ao quitar sua dívida você provavelmente pagou pelo menos duas ou mais vezes do que gastaria no pagamento à vista.Neste caso em um ano você pagará, só em juros, o equivalente a quase um bem e meio. Assim, o melhor certamente é poupar o dinheiro da prestação, atrasar a compra por alguns meses e obter um desconto na compra à vista.

Como começar a poupar
Assim como não há dietas milagrosas que não envolvam sacrifícios, não existe uma regra de ouro para se começar a poupar que não leve a um aperto de cinto. Analise com cuidado seu orçamento, de forma a identificar áreas onde possa cortar gastos, não se esqueça que é preciso força de vontade para abrir mão de alguns gastos.

Assim como na dieta, começar a poupar exige uma mudança de atitude, é preciso perseverança. Mas pense no resultado. Lembre-se que poupar é o primeiro passo para uma estratégia de investimento bem-sucedida!

quarta-feira, junho 01, 2011

Finanças Pessoais - Novas regras para cartões de crédito entram em vigor!

Bom dia Queridos, 

Hoje entra em vigor as novas regras para o cartão se crédito aprovadas em 25 de novembro do ano passado pelo Bacen (Banco Central do Brasil), por meio da Resolução 3.919/2010 e da Circular 3.512/2010.



A partir de hoje as instituições financeiras e as demais, autorizadas pelo Banco Central, que emitem cartão de crédito, estão obrigadas a reduzir para apenas cinco o número de tarifas que podem ser cobradas pelos cartões emitidos a partir de 1º de junho.

Além disso, com as novas regras, o consumidor poderá optar por dois tipos de cartões: o básico e o diferenciado. O primeiro poderá ser usado somente para pagamentos de compras, contas e serviços, enquanto o segundo trará a possibilidade de tais pagamentos e a associação a programas de benefícios e recompensas, como bônus e milhagens.

Extrato e pagamento mínimoA partir de agora, as empresas de cartões de crédito terão de fornecer aos clientes faturas mensais que contenham as seguintes informações:
  • Limite de crédito total e limites individuais para cada tipo de operação de crédito passível de contratação;
  • Gastos realizados, por evento, incluindo os parcelados;
  • Identificação das operações de crédito contratadas e respectivos valores;
  • Valores relativos aos encargos cobrados, informados de forma segregada, de acordo com os tipos de operações;
  • Valores dos encargos a serem cobrados no mês seguinte, caso o cliente opte pelo pagamento mínimo da fatura;
  • Custo efetivo total para o próximo período das operações de crédito passíveis de contratação.

No que diz respeito ao pagamento mínimo, a partir de junho, ele passará para 15% do saldo total da fatura, e, em dezembro, para 20%.

Que Deus abençoe o dia de todos!