terça-feira, setembro 06, 2011

Finanças Pessoais - Acabou de se casar? Reveja sua estratégia financeira!

O casamento é a decisão que muda a vida de qualquer um. É preciso aprender a compartilhar, dividir decisões que antes tomávamos sozinhos, mas, sobretudo, é preciso tomar algumas providências práticas com relação à organização das suas finanças.

Envolvidos com os preparativos do casamento, os noivos se esquecem das implicações que esse evento terá na sua vida financeira. E é por isso que selecionamos abaixo as principais medidas que você deve tomar assim que colocar a aliança no seu dedo esquerdo.

Estabeleça metas de poupança
Não importa se você e seu cônjuge decidiram manter as contas individuais que já tinham, ou se, antes mesmo do casamento, vocês já abriram uma conta conjunta. Qualquer que seja o acordo financeiro que fizeram sobre a gestão do orçamento, o importante é que vocês comecem a poupar o quanto antes possível.

Você se casou e com isso seus planos e objetivos mudaram um pouco. Agora seu único interesse não é mais trocar de carro todo ano, mas também juntar o suficiente para comprar uma casa própria, começar um pé de meia para a educação dos filhos quando eles chegarem etc. Portanto, quanto antes criar o hábito de poupar junto com seu cônjuge melhor para o patrimônio de vocês.

Estratégia de investimento
Em geral, um dos cônjuges tem maior interesse por aplicações financeiras e gerência de investimentos, mas isso não significa que a outra parte deva acatar sem dizer nada! Se você é conservador e seu companheiro é agressivo na hora de investir, certamente, acabarão discutindo sobre o tema.

Dependendo da vontade e interesse de cada um, vocês podem compartilhar a gestão do patrimônio, ou mantê-la separada. O grande problema da gestão em separado é que corre-se o risco de que o patrimônio conjunto esteja excessivamente concentrado em um tipo de aplicação. É bastante provável que tanto você quanto seu cônjuge invistam uma parcela em renda fixa. Juntas, essas parcelas podem representar um percentual muito grande do patrimônio do casal. E isso deve ser revisto.

Mais ainda, ao investir separadamente no mesmo tipo de aplicação vocês acabam pagando mais em taxas. Em geral os bancos oferecem taxas mais atrativas quanto maior a quantidade investida, portanto, quando houver consenso sobre a aplicação o melhor é juntar os recursos e investir no mesmo fundo.

Atualize sua apólice de seguro
Se você é daqueles que mesmo antes de ter uma família consolidada contratou um seguro de vida, então agora que está casado, é hora de rever seus beneficiários, incluindo seu cônjuge como tal na apólice. Não só isso, é preciso rever se os termos da apólice ainda são válidos.

Afinal, você não contratou o seguro para garantir o sustento dos seus dependentes em caso de seu falecimento? Bem na época você tinha apenas a idéia de prover uma ajuda de custo para os seus pais, que dependem parcialmente de uma ajuda sua. Mas, agora a situação muda, você tem um cônjuge, e com isso as obrigações financeiras mudam, e, daí a importância de se rever os termos da cobertura.

Se você ainda não tem um seguro de vida, então talvez essa seja a hora de trocar a sua apólice de seguro para acidentes pessoais para uma apólice de seguro de vida. Afinal, é possível que, antes mesmo do que você imagine, a família volte a crescer.

Muita atenção com o Leão!
O casamento possibilita uma boa oportunidade para se elaborar um planejamento fiscal de forma que o gasto total com imposto caia. Por isso, analise com cuidado a composição da renda tributável de cada um de vocês, e veja se vale a pena declarar de forma separada ou em conjunto.

Em alguns casos, a declaração em separado é melhor, pois é possível aproveitar o fato de que um dos cônjuges é tributado a uma alíquota menor que o outro.




Que Deus os abençoe!

Finanças Pessoais - Porque é tão difícil poupar?

Para muitos, poupar é tão difícil quanto começar uma dieta, parar de fumar ou praticar exercícios freqüentes. O mais interessante é que esta dificuldade muitas vezes independe do salário recebido, ou seja, os gastos aumentam na mesma proporção em que as pessoas recebem aumentos salariais.

Para entender este fenômeno é preciso analisar, com cuidado, por que é tão difícil poupar.


 

O que é melhor: comprar hoje aquele computador de última geração que você tanto quer, ou guardar o dinheiro para o futuro? Mesmo diante das incertezas atuais, a grande maioria prefere a satisfação de um sonho realizado à segurança de um futuro mais tranqüilo. A razão para isso é muito simples, em uma sociedade de consumo como a nossa aquilo que era supérfluo há poucos anos atrás, hoje é visto como essencial.

Por que é tão fácil ficar endividado?
Alguns anos atrás era praticamente impossível captar empréstimo para pessoas físicas, eles ficavam restritos às empresas, que necessitavam de giro de caixa para desenvolver as suas atividades. Diante desta situação, aqueles que há muito tempo tentavam realizar um sonho de consumo, não pensaram duas vezes ao comprometer uma grande parcela de seu orçamento com financiamento de bens que até pouco tempo não eram tão essenciais. 

O que estas pessoas se esqueceram é que ao deixarem de poupar e comprometerem boa parte do orçamento com dívidas, elas não se prepararam para uma eventualidade, como perder o emprego, necessidades médicas, etc. Desta forma, não é preciso mais do que poucos meses para uma pessoa que tinha um padrão relativamente bom se ver diante de uma dívida crescente.

Lembre-se: querer nem sempre é poder!
A grande dificuldade de poupar, em uma sociedade de consumo como a nossa, é que muitas vezes aquilo que desejamos comprar passa a ser uma necessidade, algo com o qual não podemos viver sem, desta forma, não importa se temos dinheiro suficiente para comprar um carro novo, nosso ego nos tira do racional e infelizmente cedemos a tentação da compra.

Ter dinheiro suficiente para pagar as prestações do financiamento do seu carro não basta, lembre-se é preciso poder arcar também com o seguro, o IPVA, a manutenção, etc. 

Quando poupar é a melhor opção
Ao contrário do que muita gente pensa, sempre que você quiser comprar algo para o qual não tem dinheiro suficiente, o melhor não é entrar em longos financiamentos, mas sim poupar. Por que será que as pessoas têm tanta dificuldade em guardar dinheiro, mas não pensam duas vezes ao comprometer 40-50% do seu salário com prestações eternas para a compra de um carro, de uma televisão, ou até mesmo de um celular?

Com os juros nos níveis atuais, a verdade é que não vale a pena financiar, pois ao quitar sua dívida você provavelmente pagou pelo menos duas ou mais vezes do que gastaria no pagamento à vista.Neste caso em um ano você pagará, só em juros, o equivalente a quase um bem e meio. Assim, o melhor certamente é poupar o dinheiro da prestação, atrasar a compra por alguns meses e obter um desconto na compra à vista.

Como começar a poupar
Assim como não há dietas milagrosas que não envolvam sacrifícios, não existe uma regra de ouro para se começar a poupar que não leve a um aperto de cinto. Analise com cuidado seu orçamento, de forma a identificar áreas onde possa cortar gastos, não se esqueça que é preciso força de vontade para abrir mão de alguns gastos.

Assim como na dieta, começar a poupar exige uma mudança de atitude, é preciso perseverança. Mas pense no resultado. Lembre-se que poupar é o primeiro passo para uma estratégia de investimento bem-sucedida!

sexta-feira, setembro 02, 2011

Finanças Pessoais - Principais erros do investidor iniciante!

Investir é fundamental para quem quer ampliar seu patrimônio e, obviamente, esse é o desejo de grande parte das pessoas. Porém, agir sem conhecimento pode trazer o efeito contrário, ou seja, prejuízo. Investir é muito bom porém é preciso ter atenção, dedicação e conhecimento. Entrar em um investimento porque muita gente entrou e conseguiu bons lucros não é garantia de que você também terá bons rendimentos, inclusive, para você, tal investimento pode resultar em perdas.

Para evitar erros comuns, confira alguns pontos que iremos citar a seguir:
  1. Relação lucro x risco: é preciso entender que quanto mais um investimento pode render, mas risco ele traz. Ignorar que a pessoa ganhou muito dinheiro e não teve risco, não pode acontecer;
  2. Buscar investimentos que não conhece: para que seu investimento seja produtivo, conheça aquilo em que irá investir, pois assim você terá argumentos para negociar;
  3. Pegar empréstimo para investir: muitos investidores iniciantes se empolgam com os possíveis ganhos e decidem pegar um empréstimo para investir. Essa é uma "grande roubada", um risco desnecessário. Além do risco, esse investidor terá que pagar juros ao banco e vai correr um risco que não vale a pena;
Antes de se arriscar, consulte um especialista, que proporcionará maiores informações sobre os tipos de investimentos e o que procurar, somente assim você estará em um bom caminho para um futuro promissor.

quinta-feira, setembro 01, 2011

Finanças Pessoais - Educando seu filho!

Muias pessoas tem dificuldade em lidar com seus filhos quando o assunto é dinheiro. Parece um pouco difícil, mas quanto antes a criança tiver contato com o dinheiro, melhor será a sua relação com ele no futuro, e uma boa maneira de iniciar este aprendizado é através da mesada.

Se trata de uma experiência muito bacana não apenas para a criança, mas para toda a família, pois os pais conhecerão a capacidade de consumo dos filhos e quais as suas prioridades. 

Quando começar?
Em geral, a educação financeira pode ser  iniciada com uma criança de 7 anos, recebendo uma determinada quantia semanal ou mensal. Não se esqueça de que este processo deve ser de uma forma natural, pois cada criança tem um ritmo diferente. Este aprendizado tem que ser algo agradável e não um tormento, para que não cause traumas no futuro.

No início não associe a mesada em troca de trabalhos domésticos, nesta idade ela tem que fazer atividades em casa pensando na responsabilidade familiar e no auxílio dos pais. Com o passar do tempo, a criança cresce e se torna adolescente, nesta fase é legal que a mesada seja em troca de atividades que devem ser desenvolvidas, pois o adolescente já começa a ter contato com a relação trabalho e remuneração.

Incentive a poupança
Estimule seu filho a poupar parte da sua mesada. Começe ensinando ao seu filho conceitos de curto e longo prazos, ajude-o a definir objetivos nestas 2 classes e mostre o quanto ele terá que guardar para atingir determinado objetivo, mas não se esqueça de que a decisão tem que ser da criança, você será apenas o orientador.

Não dê mais dinheiro.
Se a criança gastar todo o dinheiro no final do mês e lhe pedir mais, seja firme e diga não! Você não negará nada de essencial para seu filho, ele deve planejar bem seus gastos para que não acabe antes do final do mês, e se você der, ele entenderá que toda vez que gastar tudo haverá mais, e sabemos que na vida real nem sempre é assim.

Não importa o padrão de vida e de renda que você leva, no muito ou no pouco, eduque financeiramente o seu filho, isso será muito importante para ele no futuro.